



Um apelo à consciência Humana...
La Belle Verte
"Filme francês que nos passa uma bela mensagem de fraternidade.Alguns personagens de outra raça de humanos mais evoluída de outro planeta vem visitar os seus “loucos irmãos”, causando uma mudança nas pessoas com quem falam, despertando-as para a espiritualidade…Várias críticas muito bem colocadas ao sistema capitalista e à sociedade egoísta na qual vivemos..."
Filme completo http://projeto2012.wordpres.../
Helpo Frames - Vencedor from ONGD Helpo on Vimeo.
Após meio ano de apadrinhamento à distância, recebi uma carta com novidades da minha pequena Gilda. Encontra-se bem, e presentou-me com um desenho lindo.Simples mas com uma forte mensagem. desenhou uma casa, um lar... certamente pelo seu forte desejo de ter um, com pilares fortes...
Minha pequena Gilda, espero contribuir para o teu bem estar...
Deus te proteja*

"Das terras da Rosalia às terras de Miguel Torga
Cidade
Abençoado seja o Guerreiro da Luz que espalha a mensagem... que vive de mãos dadas com a Mãe Terra, semeando e colhendo frutos, alimentando-se da energia dos elementos... 

Oumou Sangaré é considerada uma embaixadora da cultura Wassoulou. Wassoulou é um género musical do Oeste Africano;É cantado principalmente por mulheres, que passam através das suas letras mensagens que abordam questões das mulheres em relação idade,à fertilidade e à poligamia.
Oumou Sangaré, com a sua música, leva-nos numa viagem até ao Mali...

Após 3 longos meses de espera, eis que chega o dia em que a minha filha do coração chega aos meus braços.
"Emancipate your selves from mental slavery;
Durante anos deambulei à procura do caminho...
Salif Keita nascido a 25 de Agosto de 1949 é um músico e cantor do Mali. Descendente directo do fundador do Império Mali, Sundiata Keita. Conhecido como "a voz dourada de África", Salif dá-nos uma música cheia de riqueza cultural, uma mistura de estilos de música tradicional de África Ocidental, Europa e América, no entanto mantendo o estilo de música Islâmica...
"Un tem fé, si un tem fê
No também viver sem medo e confians
Num era mais bisonho
Olhar de nos criança ta a tornar brilhar de inocença
E na mente CE esvitayada
Temporal talvez ta mainar
Na brandura y calmaria
Nosso amor ta vins cansando
De ser luta e resitencia
Pa sobreviver nas tormenta
Na brandura y calmaria
Nosso amor ta vins cansando
De ser luta e resitencia
Pa sobreviver nas tormenta"
Um momento de reencontro com Mamã África, a alma encheu-se de amor, de luz, de alegria, de paz… com sorrisos no rosto,o ritmo das batucadas entram no coração e fizeram daqueles intântes magia...
Obrigada familia...
One love, One soul*
Aconcelho a toda a gente a ver este filme... Uma história de amor e de luta que me tocou particularmente deixando-me de olhos vidrados... mais emocionada fiquei quando ouvi a minha musica do coração, "Kothbiro" de Ayub Ogada...
En Mana Kuoyo...
Haaaaaaaaaaa, hajé, hajé, hajé, hajé
Haaaaaaaaa, hajé, hajé, hajé, hajé, hajé, hajé
U-ma Ku-indja Kothbiro qué luru vokétala
U-ma Ku-indja Kothbiro qué luru vokétala
(escrita em Luo, língua falada no Sul do Sudão e no Norte do Quénia)
"... os fiéis jardineiros conservam jardins de memórias...existirão sempre guerreiros...e guerreiros de afectos..."
Diariamente cruzam no nosso percurso diário centenas de pessoas... encontramos olhares sorridentes ou tristes... rostos cansados, hesitantes ou alegres... Fecha os olhos... sentes a ausência de quem amas...? leve vertigem...enquanto o teu pensamento voa abraça e toca no seu rosto do teu amado... Não estão juntos no espaço mas o tempo em que esse amor esta a ser vivido une-vos incondicionalmente...
Reíki é energia cósmica, que significa energia de luz ou energia universal, a energia que faz parte de tudo no Universo... Todos possuímos esta capacidade miraculosa de curar tudo o que as nossas mãos tocam, impor as mãos sobre si mesmo ou sobre outra pessoa é abrir o fluxo de energia Reíki, que flui pelo corpo de quem passa para quem a recebe, seja pessoa, animal ou vegetal... esta energia permite chegar a um estado de profundo relaxamento e Paz...
Hoje inscrevi-me numa associação que tem como objectivo arranjar "pais adoptivos" que contribuam para a educação de crianças africanas com carências económicas... o intuito é contribuirmos monetariamente para ajudarmos estas crianças a ter material escolar e apoio de uma mão que mesmo não tendo contacto directo está sempre com elas...aguardo ansiosamente
Há dias que tem um sabor diferente... sabem a infância... a origens... Hoje reunimos os laços de sangue e juntamo-nos na avó... antes de todos chegarem, alguém sussurrou-me ao ouvido:
nada, nem à procura de coisa nenhuma…" 
"Amar deve isto: deixar partir aqueles que amamos, porque, se os amamos, já os temos para sempre connosco..."
Já passaram 4 anos? É inevitável não olhar para trás… Rever cada encontro, rever as horas partilhadas, rever cada momento mágico … Aqueles momentos em que o calor da alma africana aquecia o coração… foram tantas horas, foram tantos lugares, foram tantos momentos de convivio… foram sentimentos, foram tantas emoções, tantos sorrisos… foram tantos… é difícil chegar aqui e dizer o quanto vocês marcaram a minha vida… é como se as palavras não saíssem… dedico este retalho do meu blog ao Ady, Gaby, Dany, Jair, Yuri (Sabinho), Big, Mantorras,Andrea, à Paulinha, Liziny, Lisiane, Cláusia, Sara... Hoje, aqui, tento reunir todos aqueles me trouxeram um pedacinho de África no coração e partilharam a sua história, a história de Cabo Verde...à familia "4 estrelas" obrigada por tudo… Espero que um dia nos voltaremos a cruzar...
Saudades*
Olha para as mãos... por vezes desvia o olhar... mas volta a olhar para as mãos... A pele enrugada e palmas macias como se de seda se tratasse. Mãos vividas, mãos que passaram pelas imperfeições da vida...
"Tudo era claro:
"Por onde quer que eu vá, vou te levar para sempre ...Os caminhos não são simples, mas eu vou seguir...
Os Mumuilas constituem um povo que habita em Angola, mas são pouco conhecidos... Não se ouve falar muito deles... Até mesmo entre os angolanos, há muitos que desconhecem a sua existência....Esta população é regeitada pela sociedade porque é tida como uma tribo que é diferente por causa de sua maneira de vestir, comer e trabalhar. Os Mumuilas são principalmente criadores de gado, esta é sua principal fonte de renda e sustento.
Há dias que saio por aí a dançar... a sentir as minhas raízes... a sentir o contacto com a Mãe Natureza...Com as tradições que se foram perdendo, com os rituais esquecidos, juntando a dança com toda a energia dos elementos, o fogo, a água, o ar, a terra...Ao ritmo de sons naturais liberto algo que vem do coração, da alma…é como se dançasse à volta de uma fogueira, ao som de um Djembé, iluminada pela Lua e as Estrelas… naquele momento de reencontro entre a Terra e o corpo, a alma enche-se de amor, de luz, de alegria, de paz… é como se o meu corpo dançasse sozinho ao ritmo da natureza, ao ritmo de uma energia cósmica…o ritmo das batucadas entra no meu coração e o meu corpo dança... 
Surge assim... histórias de amor proibido contadas ao som da música... com passos de dança... surge assim os sentimentos veridicos que são desenhados em palco para levar ao público a realidade... Surgem assim as lembranças que nos fazem voar... a magia de momentos irreais... que trazem emoções... surge assim a saudade...- Projecto de Movimento- "Romeu e Julieta"...
ele as rugas da idade, e uma profunda solidão no olhar... naquele momento senti um aperto enorme no peito... ele devia estar ali à horas... olhava para as pessoas que passavam... e o olhar afundava-se ainda mais... ao longe ouvia-se as 5 badaladas da torre da Igreja, e ele, olhou para o relógio e suspirou. Tempo. Foi ai que senti uma pequena vertigem... Ali, naquela hora aquele Ser tinha o tempo todo e o espaço. Mas o tempo parecia não passar.Tempo, era o que aquele senhor passava ali, sozinho, solitário, triste... senti uma vontade enorme de ir lá e dar-lhe um abraço, mas não fui... fechei os olhos e pedi que Deus o proteje-se... Já se fazia tarde e fui embora... olhei para trás e ele continuava lá... sereno... sozinho... voltarei a vê-lo?...
- http://mundoimagens.blogspot.com/
Exposição de Fotografias de Carlos Brás da Silva patente até 05 de Julho no espaço Contagiarte
"Durante um periodo em que permaneci em Africa e mais precisamente em Moçambique, dediquei parte do meu tempo ao registo em imagem do quotidiano desse encantador povo. Sorrisos de criança, expressões de uma dura realidade em rostos de vivências diferentes da nossa, mas tão proximos de nós. Neste trabalho pretendo demonstrar a beleza da vida Africana, na sua forma mais simples, baseando-me no retrato essencial das pessoas que num momento da minha vida me foram tão proximas."- Carlos Brás da Silva
1 Junho... dia dedicado aos seres de alma pura, de sorrisos ternos, de simplicidade infantil... dia dedicado às crianças... a estes pequeninos Seres que merecem ser recebidos nes
te mundo da melhor forma... infelizmente nem todos tem a mesma sorte... Hoje é dia para voltar a repensar no que pode ser feito para a ajudar quem está com lágrimas nos olhos neste nomento... temos que lutar pelos direitos de quem está a precisar de água, de comida, de Amor, de um tecto para viver... a todas as crianças do mundo que hoje estão a precisar, mas infelizmente não tenho capaciadade para poder ir ao seu encontro, fica aqui o meu grito de ajuda, e de apoio... tudo que estiver ao meu alcance será feito, e tenho certeza que muita gente irá estar ao meu lado para que juntos possamos ajudar as nossas crianças... que são o nosso futuro, o futuro deste Universo...
One World, One Heart!
luta pelos direitos da Criança
Saudade... simplesmente saudade... daqueles instantes mágicos em que a energia transmitida aquecia a alma... daqueles intantes mágicos na procura de elos na identidade... nos instantes mágicos em que o poder do amor às Raizes nos ligava... saudades da noite mágica em que surgiu a pura irmandade... 

Batukadeiras Delta Cultura - Tarrafal
O batuque é um género de música tradicional da ilha de Santiago, no entanto é no Tarrafal onde se vive com mais intensidade este ritmo musical.De origem africana, surgiu em Cabo Verde, provavelmente só na ilha de Santiago, e é feito num ritmo de tempo binário porém de divisão ternária, marcado pela percussão das "tchabetas e palmas" acompanhadas pela cimboa monocórdica, às quais se juntam o canto e a dança.Ao ritmo do batuque é cantado o "finaçon", uma melopeia que consiste num encadeamento de provérbios ou assuntos do quotidiano, declamados, com inflexões normalmente improvisados e cantado por uma mulher.Estes improvisos podem arrastar-se por horas.
Horários, rotina, trabalhos, cansaço... vida urbana que até me faz afastar daqueles momentos magicos de reencontro... Aquele ponto de equilibrio entre a alma, o mar, o sol e a Terra... este ponto de equilibrio que me liga ao mundo... preciso deste contacto... desta energia...
Nasci numa terra a quem muita gente chama carinhosamente de "aldeia"... No fundo acaba por ser... Posso dizer que foi a partir desta terra que mantive o contacto directo com a Natureza, com a simplicidade de criança a brincar na terra, de pés descalços na relva... Tive o privilégio de viver a minha infância rodeada de árvores, de agricultura, de animais... E hoje isso está presente da minha verdadeira identidade... Lembro-me, nas noites longas de Verão, ficava horas no jardim a ouvir os sons dos grilos, dos sapos e dos "raros", como lhe chama o meu pai...
"Nós recusamo-nos a ser aquilo que vocês queriam que nós fossemos, somos o que somos!"- Bob Marley
Tive o enorme prazer de o conhecer pessoalmente e ouvi-lo tocar foi muito gratificante, é como se África tivesse ali, à frente dos meus olhos... o ritmo, a vibração, as cores, a energia... Hoje, senti uma enorme saudade dos tempos passados no velho Teatro Fonseca Moreira... lembro-me da primeira vez que fui lá, "mendigar" um lugar na companhia,estava com um formigueiro nas mãos com medo da resposta... mas fui aceite no mesmo momento... fui aprendiz, caracterizadora, sonoplasta, e um ano depois subi ao palco...foram tantas as horas passadas ao frio, nas noites gélidas de Inverno, onde os pés chegavam a congelar, mas o calor do palco aquecia a alma... Saudades do velho Mestre, Fernando Maia, Senhor do Teatro, sabio, que me transmitiu valores que vão estar sempre presentes na minha vida de actriz... saudades do "Olgário",do caloiro Marinho, da veterana Ana Catarina, e da "Mãe Eferma", dona Leonor...
foram tantos os momentos e todos gratificantes...
Saudades...

"nunca nca fazeu nenhum promessa, nem juramento pamodi é complicado sabi quzé qui pode contice alongo do tempo" 18.abril.2007 guardo como tesouros tantas lembranças, pequenas coisas que talvez tenhas esquecido... sodadi di bô, Anjo



Nelson Mandela...lutador pelos direitos dos Sul Africanos no Apartheid ..."Djamboonda é mais do que um projecto musical. É um pensamento colectivo que procura a expressão e a recuperação das raízes do homem, através das linguagens musicais - construídas em espírito de comunidade universal.Quando há dez anos os DJAMBOONDA iniciaram o seu percurso na área da música étnica procuraram trazer um pouco do que é e o que representa a música tradicional africana. A percussão, o elemento fundamental da música dos DJAMBOONDA é tocada e vivida em palco e fora dele..."
"(...) o que faz movimentar este grupo é o sonho de uma sociedade onde não haja fronteiras, nem tabus, nem preconceitos(...)"
África no coração
Durante vários meses senti-me discriminada por ter ao meu lado um Ser maravilhoso, que tinha uma diferença biológica: a cor...
"Tomar como material base a poética da língua portuguesa espalhada pelo mundo. Significar como linguagem poética a teatralidade de Gil Vicente (...) Aproveitar o que de mais pedagógico nos dá o texto vicentino: o ritmo do verso aliado ao ritmo do corpo, o colorido da linguagem, o ridículo dos arquétipos, a disciplina das suas acções e juntar isto à disciplina do corpo sobre a cena, da voz sobre o corpo(...)" -António Capelo, ACE Janeiro 2008

O Teatro é o espelho da alma do Mundo!
Viva o Teatro!


Faço minhas as palavras do poeta e pintor angolano Neves e Sousa:
"As coisas que eu não consegui transmitir pintando, transformei-as em poesia, a Terra e eu éramos uma só ideia. Fazendo um retrospecto... acho que cantei a África de todas as maneiras que sabia e algumas que não sabia..."
Ser angolano é meu fado, é meu castigo,branco eu sou, pois já não consigo mudar jamais de cor ou condição...Mas, será que tem cor ou coração?O poder da Natureza...
O poder do sol...
O poder da Terra,
A esperança...
O poder da magia,
O poder da sabedoria,
O poder da imaginação infantil,
O poder do Amor...
Os ciclos... sem fim...
dedico ao Iriuano, pelo amor à Disney, pelo amor à nossa Terra
É difícil escolher as palavras sob a pena de serem mal prenunciadas… há instantes tinha mil coisas a dizer-te e agora as ideias desaparecem como moedas no fundo do saco...
Zimbabwe de olhos vidrados,
Zimbabwe com fome,
Zimbabwe com dor,
Zimbabwe... com esperança!


Abraça-me Mamã África...
Abraça-me nesse solo quente, rico, fértil...
Abraça-me junto aos meus irmãos... meus imãos sábios, de sorriso aberto, de olhos vidrados... de coração puro...
Mamã África, abraça-nos...
Une-nos...
Leva-nos, de pés descalços, para a riqueza do teu ventre...
Mamã África... embala-nos no sonho, na magia...
Embala-nos no teu seio de eterna sabedoria...
Mamã África... abraça-me....

"No século 15, a tribo Herero saiu da Etiópia, com os seus rebanhos, e atravessou África até à Namíbia. Os Himba, Ovahimba, que hoje vivem no Sul de Angola, são descendentes dos Herero, e mantiveram as tradições centenárias quase intactas. Uma delas é o hábito das mulheres que cobrirem o corpo com um óleo avermelhado, mistura de banha de boi com uma pedra local, que proteje a pele do vento e do sol. As mulheres Himba dispendem todos os dias várias horas a cuidar da sua beleza. As himba também comandam uma sociedade poligâmica, em que cada mulher pode ter relações sexuais com vários homens. Os himba vivem próximos ao Rio Cunene, que marca a fronteira entre a Namíbia e Angola, mas circulam livremente entre os dois países. Para eles, não existem fronteiras. Vagam pelo deserto como os leões e os elefantes, chegando a caminhar até 80 quilômetros em busca de água para o gado. ."





Minha África... 

África, o continente que é marcado pela exploração, o sofrimento e escravidão…
Um continente onde a palavra liberdade ainda é uma utopia, onde a fome, a pobreza, a opressão politica e social e o abatimento em cada olhar estão presentes em cada excerto de terra e a esperança ainda é escassa, é preciso dar um grito, um grito de liberdade…


"Um dos maiores países de África, com riquezas incalculáveis, um povo com história. Hoje estão criadas as condições para que Angola seja o um dos países mais desenvolvidos do Continente Africano."
José Palma
'Ntoni Denti d’Oro, ou melhor, António Vaz Cabral, com 79 anos de idade, é uma referência fundamental, mesmo incontornável, da música cabo-verdiana mais genuína. Natural de São Domingos (Santiago), onde ainda hoje vive, o músico e cantor cria e interpreta batuque e finaçon de forma muito singular. É um dos poucos intérpretes masculinos de batuque e finaçon. Cantador e tocador, com toda a justiça deve ser considerado um dos impulsionadores actuais destas formas musicais, que estiveram praticamente mortas há algumas décadas, mas que vieram posteriormente a ressurgir, de forma notável.
Muito cedo começou a dedicar-se ao batuque e finaçon. Durante anos e anos animou festas populares, de baptizados, noivados e casamentos, tendo percorrido toda a ilha de Santiago, bem como outras ilhas de Cabo Verde. Depois da edição do seu primeiro registo discográfico, Ntoni Denti d’Oro viajou pela Europa e pelos EUA, para se apresentar publicamente. Hoje tem uma vida mais recatada mas não deixa de acolher todos os que o querem conhecer e ouvir…'
Presença Africana
E apesar de todo,ainda sou a mesma!Livre esguia, filha eterna de quanta rebeldia me sagrou,Mãe-África!Mãe forte da floresta e do deserto,ainda sou, a Irmã-Mulher de tudo o que em ti vibra puro e incerto...
A dos coqueiros,de cabeleiras verdes e corpos arrojados sobre o azul...A do dendêm nascendo dos abraços das palmeiras...
A do sol bom, mordendo chão das Ingom botas...A das acácias rubras,salpicando de sangue as avenidas,longas e floridas...
Sim!, ainda sou a mesma.A do amor transbordando pelos carregadores do cais suados e confusos,pelos bairros imundos e dormentes pelos meninos de barriga inchada e olhos fundos...
Sem dores nem alegrias,de tronco nu e musculoso,a raça escreve a prumo,a força deste dia...
E eu revendo ainda, e sempre, nela,aquela longa história inconsequente...
Minha terra...Minha, eternamente ...
Terra das acácias, dos dongos,dos colios baloiçando, mansamente...Terra!Ainda sou a mesma.
Ainda sou a que num canto novo pura e livre me levanto,ao aceno do teu povo!




