quinta-feira, abril 10, 2008

reticências...


"Eu não sei se vais ouvir-me
Se estás ai ou não
Eu não sei se compreendes
Esta oração
Se eu p'ra ti sou uma estranha
Que o coração perdeu
É ao ver-te que eu pergunto
Se ja foste como eu
Eu não sei se vais lembrar-te
De um coração tão só
Coração tão vagabundo
Que perde, chora, todos os dias
Longe do mundo mas perto de ti
Peço conforto de quem eu fugi
Venho de longe e chego por fim
Quem vai ouvir-me chama assim
Perdida, esquecida, aqui ao orar
Longe do mundo mas perto de ti... "
Dá-me a mão...

quarta-feira, abril 09, 2008

lutador de direitos

Nelson Mandela...lutador pelos direitos dos Sul Africanos no Apartheid ...
"O nosso grande medo não é que sejamos incapazes.O nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.Nós perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem es tu para não ser tudo isso?...Ser o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de ti.E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".

(Nelson Mandela, em seu discurso de posse, em 1994)

terça-feira, abril 08, 2008

"(Re)percussões da essência humana"...Djamboonda


"Djamboonda é mais do que um projecto musical. É um pensamento colectivo que procura a expressão e a recuperação das raízes do homem, através das linguagens musicais - construídas em espírito de comunidade universal.Quando há dez anos os DJAMBOONDA iniciaram o seu percurso na área da música étnica procuraram trazer um pouco do que é e o que representa a música tradicional africana. A percussão, o elemento fundamental da música dos DJAMBOONDA é tocada e vivida em palco e fora dele..."

"(...) o que faz movimentar este grupo é o sonho de uma sociedade onde não haja fronteiras, nem tabus, nem preconceitos(...)"

África no coração


domingo, abril 06, 2008

Sem diferenças...

Durante vários meses senti-me discriminada por ter ao meu lado um Ser maravilhoso, que tinha uma diferença biológica: a cor...
É dificil lidar com um mundo que não se encontra preparado para aceitar as várias culturas, raças, tradições... Sentia-me impotente ao ver as reações, as criticas, as pessoas racista que iam atravessando no nosso caminho...
Racismo! como pode existir rascismo hoje? porquê? Que sociedade é esta que tem ideias pré concebidas, onde existe a convicção de que alguns indivíduos cujas características físicas hereditárias, e determinados traços de carácter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros?! Ninguém é superior! Somos todos iguais, indepêndentemente da cor, da cultura, da étinia, da crença,do país...
One World! one LOVE...

quinta-feira, abril 03, 2008

we'll be forever loving Jah...

realidade

" ...meninos de barriga inchada e olhos fundos..."
realidade escondida...
realidade dolorosa...
o que pede este olhar?
África Unite

terça-feira, abril 01, 2008

Não há longe nem distância


Nada acontece por mero acaso. Existe um significado por detrás de cada pequeno facto.Talvez não o consigamos ver de imediato com clareza, mas não será preciso muito tempo para que isso aconteça...
O tempo não significa nada... O tempo é a nossa maneira de medir a lacuna entre não saber determinada coisa e sabê-la, entre não fazer determinada coisa e fazê-la... e entre o Aqui e o Agora não achas que nos possamos ver uma ou duas vezes?"- Richard Bach


-" sou eu..."
-"és tu"

domingo, março 30, 2008

Simplicidade infantil



É gratificante quando me dispo de mim, dos longos cabelos e trajes largos e visto mil e uma cores... Fazer animação é descobrir um reino onde habita a magia, o poder da imaginação infantil, a alegria, a pureza... De sorriso rasgado e nariz vermelho devolvo por alguns minutos o sorriso puro a Seres de palmo e meio... Seres estes que actualmente são obrigados a crescer rodeados de violência, de crises, de trágedias e acabam por perder a simplicidade infantil... A brincar podem ser trasmitidos valores que são fundamentais para que a geração futura cresça saudável... É esse o meu objectivo, educar brincando...
One Love

sábado, março 29, 2008

Teatro do Oprimido



Diariamente somos postos frente-a-frente com problemas que nos vão surgindo, utilizamos linguagem verbal e física, utilizamos as mesmas expressões que os actores usam no palco: as vozes, os corpos, os movimentos, as emoções.
Augusto Boal é conhecido em todo o mundo como um actor e director de um teatro radical. Daqueles que vai ao fundo das coisas, que faz experiências, que não tem medo de transformar o estabelecido.
E é conhecido também, principalmente, por ser o criador do chamado Teatro do Oprimido. Surgiu em São Paulo, Brasil, no início dos anos 70. O Teatro do Oprimido é um teatro sem dogmas e realizado por meio de um conjunto de exercícios que ensinam o ser humano a utilizar uma ferramenta que ele já possui e não sabe. Este género teatral oferece aos cidadãos os meios estéticos de analisarem o seu passado, no contexto do presente, para que possam inventar o seu futuro, invés de esperar por ele; ajuda os seres humanos a recuperarem uma linguagem artística que já possuem, e a aprender a viver em sociedade através do jogo teatral, tendo como objectivo activar os cidadãos na tarefa humanística expressa pelo seu próprio nome: teatro do e para o oprimido...No fundo, a poética do Oprimido investe no combate à dupla opressão (individual ou colectiva) exercida no teatro e na sociedade.

Saudações Teatrais,

Marta

quinta-feira, março 27, 2008

Dia Mundial do Teatro


Quando e porquê surgiu o Dia Mundial do Teatro?


Foi em Helsínquia e depois em Viena, durante o 9º Congresso Mundial do Instituto Internacional, em 1961, que o então Presidente Arvi Kivimaa propôs que fosse criado o Dia Mundial do Teatro. Assim, desde 1962, todos os dias 27 de Março (data de abertura da estação teatral do "Teatro das Nações", em Paris), o Dia Mundial do Teatro tem sido celebrado pelos quase 100 Centros Nacionais daquele Instituto de todo o mundo e por outros membros da comunidade teatral mundial. Todos os anos, uma personalidade do mundo do teatro ou das artes (o primeiro foi Jean Cocteau, em 1962) é convidada a partilhar as suas reflexões sobre o tema teatro, através duma mensagem traduzida em mais de vinte línguas e lida perante milhares de espectadores antes do espectáculo da noite nos teatros do mundo inteiro.


O Teatro é o espelho da alma do Mundo!


Viva o Teatro!





Antes


" aguenta-te Puli, até a poeira assentar...e voltará a ser como antes..."

mas o facto é que nada volta a ser como antes... as cores das plantas, as nuvens, o murmurio do vento, o cair da chuva,os cheiros, a respiração... nada disto será igual amanhã... há um processo interior que fará com que algo se mudifique...
continuo eternamente à espera que algo semelhante ao "antes" apareça...mas não... a cada dia há um afastamento... cada vez maior... daquilo que já foi... o reencontro de palavras, de gestos de sorrisos...
Espera-se a poeira assentar, vê-se a poeira assentar... e como eram as coisas antes? ...já nao se vê, já não se sente... reve-se datas e vemos tudo o que foi dito e feito cada vez mais lá atrás... deixamos pózinho pelo caminho, na tentativa de não perder o sentido, mas há sempre cruzamento de caminhos que remove o pó... e o "antes" cai no esquecimento...

quarta-feira, março 26, 2008

terça-feira, março 25, 2008

equilibrio...OM



Meditamos para encontrar, recuperar ou retornar a uma sabedoria e a uma felicidade que inconsciêntemente sabemos que possuímos... medita, encontra-te, une-te, constroi...
Paz Amor União

Palco





É um espaço único e pacífico, onde as folhas baças e acastanhadas cobrem o chão seco de uma tarde de Outono. É um lugar diferente que nos permite o acesso a um espaço escuro, mas iluminado onde a todo e a qualquer momento seres despem de si a sua alma e cobrem o seu rosto deixando, rastos de luz e magia, abrindo caminho para o humilde mundo onde qualquer sonhador vive intensamente as emoções de um vasto e colorido universo. O Palco!

Mensagens para sempre

Palavras para quê?

segunda-feira, março 24, 2008

Terra sabia, Terra Mãe



O futuro da humanidade vem do teu ventre, é alimentado com a nossa energia, com o nosso amor, com a nossa força...
os teus braços protegem-nos, embalam-nos...
Terra sabia, Terra Mãe...
"Lua soma la riba na céu, trazendu lus, trazendo fé, pam amanhã ser um dia diferenti"

domingo, março 23, 2008

saudade


Saudades do tempo, da telepatia,

da empatia, das horas, dos minutos partilhados...

saudades da noite, da voz, das palavras...

das reticências, da identificação...

saudades da energia, da corrente...

suspiro...

saudades do jardim...

saudades do silêncio, do bom dia, do até amanhã...

saudades do espelho, da partilha, da sadedoria...

saudades da mão... saudades do abraço, do medo, da vertigem...

saudades da diferença e da igualdade...

saudades do perto, estando longe...

saudades da presença, do conforto, da resistência...

saudades do simples mas complicado...

saudades da simplicidade, da verdade...

da pureza...

Saudades...

pintar África

3:14h da manhã... sem sono... com vontade de pintar...
"pasteis? estão no Porto... Folhas? não tenho aqui... e porque não tentar uma técnica nova: -Paint-"... e assim foi... o resultado foi mais um rosto da minha África...
fiquei feliz :)

sábado, março 22, 2008

Dam razon di vivi


"Bem dam razon di vivi
Bem intchi nha vida di kusa fasi
Bem pegam no mom
Bem lebam ku bó
Bem inxinam tudo kusa k`inda n`ka sabi
Bem lebam ku bó inxinam tudo kel ki bu prendi na vida"

quarta-feira, março 19, 2008

Cantar África pintando


Faço minhas as palavras do poeta e pintor angolano Neves e Sousa:

"As coisas que eu não consegui transmitir pintando, transformei-as em poesia, a Terra e eu éramos uma só ideia. Fazendo um retrospecto... acho que cantei a África de todas as maneiras que sabia e algumas que não sabia..."

Ser Angolano

Ser angolano é meu fado, é meu castigo,branco eu sou, pois já não consigo mudar jamais de cor ou condição...Mas, será que tem cor ou coração?
Ser africano não é questão de cor é sentimento, vocação, talvez amor.Não é questão nem mesmo de bandeiras de língua, de costumes ou maneiras...
A questão é de dentro, é sentimento e nas parecenças de outras terras longe das disputas e das guerras,encontro na distância esquecimento!
Neves e Sousa
poeta e pintor Angolano

segunda-feira, março 17, 2008

luta




juntos irmãos,

levantamos a voz,

contra a pobreza,

contra a opressão,

contra a desigualdade social...

Pés descalços

haverá melhor sensação que sentir o poder energético dos pés descalços na Terra?

O Poder da Natureza

O poder da Natureza...

O poder do sol...

O poder da Terra,

A esperança...

O poder da magia,

O poder da sabedoria,

O poder da imaginação infantil,

O poder do Amor...

Os ciclos... sem fim...

dedico ao Iriuano, pelo amor à Disney, pelo amor à nossa Terra

domingo, março 16, 2008

...

"Há alguém que sentes que te chama...

Dois sois, um só sentir...

deixa-te ir pelo coração...

Tu vais saber seguir..."

-Tarzan

Dá-me a mão...

no coração da selva Africana... onde vou sempre estar... sempre...

sábado, março 15, 2008

Correntes energéticas

É difícil escolher as palavras sob a pena de serem mal prenunciadas… há instantes tinha mil coisas a dizer-te e agora as ideias desaparecem como moedas no fundo do saco...
Estarei aqui para falar nos acasos, ou nas correntes energéticas que nos ligam uns aos outros e de súbito nos separam, com o receio de serem falsos caminhos?
A final o que nos uniu? É a questão que me coloco sempre que relembro aquela noite fria em que surgiste... em que me guias-te para força do nosso sangue, da nossa essência, para o sentimento de leveza que era sentir um ser espelho da nossa alma…
Nesse dia, nessa hora, pus em ti, nem eu sei que esperança, nem eu sei que desejo… um sentimento maior que nós, e melhor e mais Puro…
Respeito e admiro tanto a tua natureza, os teus ensinamentos, a tua crença, o teu sangue…
Talvez tenha encontrado em ti a energia e a fé que me faltava…

Zimbabwe de olhos vidrados...

Zimbabwe de olhos vidrados,

Zimbabwe com fome,

Zimbabwe com dor,

Zimbabwe... com esperança!

Geoffrey Oryema - Makambo

terça-feira, março 11, 2008

Mil palavras com silêncio


Afastas-me do teu cerne com receio do amor,

Com receio da simplicidade de um abraço, de um aconchego, de um abrigo,

Arrancas-me do teu mundo sem palavras... com silêncio...

Grito, grito silenciosamente pelo teu apoio, pelo teu berço quente, puro, genuíno...

Igual ao berço que nos sangrou, que nos fez irmãos,

Filhos da mesma Terra...

Dá-me a mão!

Abraça-me



Abraça-me Mamã África...

Abraça-me nesse solo quente, rico, fértil...

Abraça-me junto aos meus irmãos... meus imãos sábios, de sorriso aberto, de olhos vidrados... de coração puro...

Mamã África, abraça-nos...

Une-nos...

Leva-nos, de pés descalços, para a riqueza do teu ventre...

Mamã África... embala-nos no sonho, na magia...

Embala-nos no teu seio de eterna sabedoria...

Mamã África... abraça-me....

quinta-feira, março 06, 2008

África


"... Uma Terra de vegetação e secura. Uma terra de calor e fontes geladas. Um lugar de lucidez e de mistério. Um lugar de paixão e de medida. Um lugar de êxtase e pânico...

Tudo aqui principia na força limpa e nua, na maravilhosa qualidade dos elementos: luz,ar,água,Terra..."

domingo, março 02, 2008

Choro Africano


Sinto-me impotente ao ver-te chorar...
Derramando do teu ventre lágrimas de sangue, de fome, de dor...
Oiço o chamado dos meus irmãos...
Teus filhos, Minha África...
Implorando por um pedaço de pão...
Por água...
Por Amor...
Por um abraço forte...
Minha África...
Estendo a minha mão ao meu povo...
Grito pela liberdade!


sábado, março 01, 2008

Tribo Himba




"No século 15, a tribo Herero saiu da Etiópia, com os seus rebanhos, e atravessou África até à Namíbia. Os Himba, Ovahimba, que hoje vivem no Sul de Angola, são descendentes dos Herero, e mantiveram as tradições centenárias quase intactas. Uma delas é o hábito das mulheres que cobrirem o corpo com um óleo avermelhado, mistura de banha de boi com uma pedra local, que proteje a pele do vento e do sol. As mulheres Himba dispendem todos os dias várias horas a cuidar da sua beleza. As himba também comandam uma sociedade poligâmica, em que cada mulher pode ter relações sexuais com vários homens. Os himba vivem próximos ao Rio Cunene, que marca a fronteira entre a Namíbia e Angola, mas circulam livremente entre os dois países. Para eles, não existem fronteiras. Vagam pelo deserto como os leões e os elefantes, chegando a caminhar até 80 quilômetros em busca de água para o gado. ."

Dá-me a mão...


Imagine there's no heaven,

It's easy if you try,

No hell below us,

Above us only sky,

Imagine all the people living for today...
Imagine there's no countries,

It isnt hard to do,

Nothing to kill or die for,

No religion too,

Imagine all the people

living life in peace...
Imagine no possessions,

I wonder if you can,

No need for greed or hunger,

A brotherhood of men,

imagine all the people

Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer,

but Im not the only one,

I hope some day you'll join us,

And the world will live as one...

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Tribo Maasai -Quénia



Os Maasai são uma tribo que habitam o Quénia,faz fronteira com a Tanzânia, e vivem harmoniosamente entre si. Fazem longas caminhadas a pé, sem ter ao menos um centavo no bolso. Alimentam-se de leite de suas próprias vacas. A tribo Maasai realiza um culto de inicialização á vida adulta. Nesse culto os jovens Maasai aprendem formas de comportamento, história do seu povo e tradições religiosas.A simplicade do povo africano da tribo Maasai faz-nos reflectir. O Quénia é um lugar exótico e encantador, e por lá existem mais de 50 tribos presentes divididas em 4 étnias diferentes: tribo kihyu, tribo maasai, tribo turkana, tribo samburu.


quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Terra Mãe


"Se pensas que esta terra te pertence,

Que o Mundo é um ser morto,
tu tens ainda muito que aprender

Pois cada planta, pedra, ou criatura

Está viva e tem alma, é um ser...

Se só das valor às pessoas que pensam como tu, sem se opor,

E que os outros não tem o seu valor...

Mas se seguires as pegadas de um estranho

Mil surpresas vais achar em teu redor

Já ouvis-te um lobo a uivar pra a lua azul?

Será que já vis-te um lince a sorrir?

És capaz de ouvir as vozes da Montanha?

E pintares com quantas cores o vento tem...

Correndo pelas trilhas das florestas

Provando das frutinhas o sabor

Rolando no meio a tanta riqueza

Nunca vais calcular o seu valor

A lua, o sol e o rio são meus Parentes

A garça e a lontra são iguais a mim

Nós somos tão ligados uns aos outros.

Neste arco,nesse círculo sem fim

A árvore onde irá se a cortares?

Não vai mais o lobo uivar para a lua azul...

Já não importa mais a nossa cor...

Vamos cantar com as belas vozes da montanha...

E com as cores do vento colorir

Tu só vaisconseguir

Desta terra usufruir

Se pintares com quantas cores o vento tem..."

- Pocahontas

Mama África!


Hey! Mama África!
A quilómetros de distancia, Eu oiço o choro do povo africano

Talvez não saibas ou não queiras saber,

Que cada lágrima traz uma mensagem, África chora!
Ao menos que haja um lenço branco,

Para enxugar as suas lágrimas,

Visto que a comida demora a chegar,

Se é que irá mesmo chegar, África chora!!!
Oi mama África!

Oi mama África!

Crianças cavernosas mães desesperadas

Moscas malditas anunciando a morte

Olhares distantes fixando o infinito, oh JAH!

De gente sem esperança num amanhã,
Para um momento e escuta com cuidado! África Chora!
África chora – Oh África

África chora – Oh África

Oh Mama África – África chora

Oh Mama África – África chora …
Hey! Zimbabué!

Hey! Moçambique oi, oi, oi, oi!

Hey! Cabo Verde!Hey!

Angola, oi, oi, oi, oi!Hey!

Guiné-bissau!Hey!

Senegal, oi, oi, oi, oi!Hey!

Senegal, oi, oi, oi, oi!Hey!

Burundi!Hey!

Sudão oi, oi, oi, oi!Hey!

Namibiaaaaa!Hey!

Ithiophia!HEY!!!

-One love Family

nha casa...



"hora ki dan gana ba nha terra, nhos dexam bai. Mi na nha terra, m´ca tem cor, m´ca tem mágoa, m´ca tem raça... mi sta na casa..."
Terra de chão vermelho, de sorrisos, de mistérios... terra de sabedoria, de dança e alegria... África, terra de sangue, de mágoa, de dor, terra de magia, de eterna história... minha Terra... minha eternamente!

terça-feira, junho 19, 2007

Chora teu ventre...

Minha África...
teu olhar negro chora a fome
dos teus filhos...
chora o teu ventre por aqueles que perdes...
Minha África!
quero saudar-te, a ti,
meu povo negro
de imensa história,
quero saudar-te, a ti, meu povo,
de olhos tristes que nessas terras derrama lágrimas
de sabedoria, de cultura, de mistério...
Minha África,
quero saudar-te, a ti, por todo esse amor e glória!

segunda-feira, maio 14, 2007

Estreia da peça "A enferma" encheu o auditório da biblioteca municipal


"O Grupo de Teatro Oficina Fonseca Moreira apresentou esta noite, no auditório da biblioteca municipal, a peça “A Enferma”, na qual participaram os actores Marta Correia, Leonor Costa, Pedro Silva e Fernando Maia. O auditório da BM encheu para assistir a um espectáculo com cerca de uma hora de duração, em que sobressaiu a qualidade do texto e a notável representação de Fernando Maia, que também foi responsável pela encenação, muito bem secundado pelos demais actores, todos felgueirenses.A peça “ A Enferma”, de Diniz de Cayolla Ribeiro, foi uma estreia em Portugal. Trata-se de um texto actual, com uma mensagem muito forte, evidenciando a humanização e a acção social, face ao desespero e às contradições que surgem com uma mulher que anseia pela morte...Além do dia da estreia hoje concretizada, “A Enferma” pode ainda ser vista nos dias 25 de Maio e 2 de Junho às 21h45 também no auditório da Biblioteca Municipal.Esta foi a 15 peça produzida pelo Grupo de Teatro Oficina Fonseca Moreira."
Armindo Mendes
- in jornal Expresso de Felgueiras



segunda-feira, abril 30, 2007

A "Enferma" sobe ao palco...


Após 4 meses de ensaios, o grupo oficina encerra mais uma étapa no velhinho e histórico Teatro Fonseca Moreira. Nas longas noites de inverno onde casacos eram a única fonte de acacimento, e os dedos dos pés gelavam de frio, lá fomos nós, ensaiando, para uma nova estreia: a 12 de Maio de 2007, a Enferma de Dinis Ribeiro sobe ao palco,infelizmente, desta vez não sobe no velho palco do T.F.M, devido à degradação das instalações. Estaremos na biblioteca Municipal durante 3 fins-de-semana para a apresentação de uma peça actual, criticando a sociedade, onde se cria instabilidade no espectador para que seja reflectido os vários problemas apresentados...

segunda-feira, abril 16, 2007

um grito de liberdade

África, o continente que é marcado pela exploração, o sofrimento e escravidão…
Um continente onde a palavra liberdade ainda é uma utopia, onde a fome, a pobreza, a opressão politica e social e o abatimento em cada olhar estão presentes em cada excerto de terra e a esperança ainda é escassa, é preciso dar um grito, um grito de liberdade…

segunda-feira, março 19, 2007

Semana internacional contra o racismo


juntos pela igualdade!

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Mãe Preta


Velha encarquilhada

carapinha branca

gandola de renda

caindo na anca

embalando o berço

do filho do sinhôque

há pouco tempo

a sinhá ganhou

era assim que mãe preta fazia

criava todo branco

com muita alegria

enquanto na senzalaseu

bem apanhava

mãe preta mais uma lágrima

enxugava mãe preta,

mãe preta,mãe preta,

mãe preta

enquanto a chibata

batia em seu amor

mãe preta embalavao filho branco do sinhô


  • Mãe preta
    (Piratini e Caco Velho)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A Alma da Natureza


" A alma da Natureza faz-se conhecer a nós de todas as partes e sob mil formas diversas. O campo fértil, como os desertos abandonados, o mar, como as estrelas, estão submetidos às mesmas leis; o Homem encerra em si próprio sensações, alegrias ocultas, que correspondem ao dia, à noite, à tempestade: é esta aliança secreta do nosso ser com as maravilhas do Universo que dá à poesia a sua verdadeira grandeza... O poeta sabe estabelecer a unidade do mundo físico com o mundo moral; e a sua imaginação forma um laço entre um e outro"
- Madame de Stael, De L'Alemagne
escritora alemã do século XIX

sexta-feira, dezembro 29, 2006



"Se procurarmos a verdadeira fonte da dança e nos virarmos para a Natureza verificamos que que a dança do futuro é a dança do passado, a dança da eternetidade, que sempre foi e será a mesma."
Isadora Duncan (1878-1927)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

angola

“Por vezes, descobrimos os grandes valores da vida através de algo diminuto; dispensam-se explicações, basta ver.”






"Um dos maiores países de África, com riquezas incalculáveis, um povo com história. Hoje estão criadas as condições para que Angola seja o um dos países mais desenvolvidos do Continente Africano."
José Palma



sexta-feira, dezembro 15, 2006

Ntoni Denti d'Ouro

'Ntoni Denti d’Oro, ou melhor, António Vaz Cabral, com 79 anos de idade, é uma referência fundamental, mesmo incontornável, da música cabo-verdiana mais genuína. Natural de São Domingos (Santiago), onde ainda hoje vive, o músico e cantor cria e interpreta batuque e finaçon de forma muito singular. É um dos poucos intérpretes masculinos de batuque e finaçon. Cantador e tocador, com toda a justiça deve ser considerado um dos impulsionadores actuais destas formas musicais, que estiveram praticamente mortas há algumas décadas, mas que vieram posteriormente a ressurgir, de forma notável.
Muito cedo começou a dedicar-se ao batuque e finaçon. Durante anos e anos animou festas populares, de baptizados, noivados e casamentos, tendo percorrido toda a ilha de Santiago, bem como outras ilhas de Cabo Verde. Depois da edição do seu primeiro registo discográfico, Ntoni Denti d’Oro viajou pela Europa e pelos EUA, para se apresentar publicamente. Hoje tem uma vida mais recatada mas não deixa de acolher todos os que o querem conhecer e ouvir…'

quinta-feira, novembro 30, 2006

Dança..
A dança foi uma das primeiras formas de expressão artística e pessoal.Pinturas de dançarinos foram encontradas nas paredes de cavernas em África e no sul da Europa na pré-história. Estas pinturas podem ter mais de 20 mil anos. As cerimónias religiosas que combinavam dança,música e dramatizações, desempenharam um papel muito importante na vida do Homem pré-histórico.
Ao longo do tempo, a dança serviu para reverenciar os Deuses e pedir-lhes mais sucesso para a caça e lutas ou simplesmente para cerebrar o nascimento ou lamentar a morte...
Tem vindo a expandir-se cada vez mais e tornando-se o reflexo das várias culturas,podendo assim revelar muita coisa sobre o modo de vida de quem as dança...

Em cada passo
percorremos diversos caminhos,
em cada giro
viajamos o mundo,
em cada olhar transmitimos desejos,
em cada toque multiplicamos sensações
em cada queda trancendemos a emoção
em cada dança... sonhamos
com as pontas dos pés...


terça-feira, novembro 28, 2006


Presença Africana

E apesar de todo,ainda sou a mesma!Livre esguia, filha eterna de quanta rebeldia me sagrou,Mãe-África!Mãe forte da floresta e do deserto,ainda sou, a Irmã-Mulher de tudo o que em ti vibra puro e incerto...
A dos coqueiros,de cabeleiras verdes e corpos arrojados sobre o azul...A do dendêm nascendo dos abraços das palmeiras...
A do sol bom, mordendo chão das Ingom botas...A das acácias rubras,salpicando de sangue as avenidas,longas e floridas...
Sim!, ainda sou a mesma.A do amor transbordando pelos carregadores do cais suados e confusos,pelos bairros imundos e dormentes pelos meninos de barriga inchada e olhos fundos...
Sem dores nem alegrias,de tronco nu e musculoso,a raça escreve a prumo,a força deste dia...
E eu revendo ainda, e sempre, nela,aquela longa história inconsequente...
Minha terra...Minha, eternamente ...
Terra das acácias, dos dongos,dos colios baloiçando, mansamente...Terra!Ainda sou a mesma.
Ainda sou a que num canto novo pura e livre me levanto,ao aceno do teu povo!

-ALDA LARA

segunda-feira, novembro 13, 2006

quarta-feira, novembro 08, 2006


Culto ao progresso

Em meados do século XVIII, Denis Diderot, afirmou que “ é preciso deitar aos pés todas as velhas crenças; ultrapassar as barreiras que a razão jamais levantou; permitir às artes a às ciências uma liberdade que lhes é tão preciosa (…) precisaremos de uma época de racionalistas que não procurem mais as normas e as leis nos autores passados, mas não na natureza…”
Vivia-se a época da luz, onde os iluministas colocavam a razão em primeiro plano, concebiam o conhecimento, as ciências como meio de libertar o Homem da servidão, dos preconceitos, dos erros e injustiças, que marcavam a sociedade.
Lutava-se pelo progresso e bem-estar da população, era considerado um direito natural, isto é, todas as condições de nascimento da natureza física e biológica dos seres.
Para os iluministas, a crença na Natureza chegou a criar uma nova religião – a religião Natural – segundo a qual o Bem se identificava com o prazer e o Mal com a dor. Estas ideias estiveram na origem de novas posturas religiosas, como as do ateísmo e do deísmo.
A ampla divulgação e aceitação do iluminismo foi fruto do dinamismo dos seus cultores que espalharam a sua acção sela literatura, pelo ensino, pela política, pelas artes e pela ciência.
Durante o século XVIII e XIX, o período da Luz predominou, sendo a meio do século XIX invadida por novos conceitos, que levaram à sua extinção…

segunda-feira, novembro 06, 2006






Angola uma terra de saberes e saudade...





Cidade do Namibe
" a fantasia é mais importante que o conhecimento, e nao precisei de lusiadas pra este pensamento, e quem achar loucura é porque pensa lento" by: Schindler Iriuano


Fim da digressão
Após algumas semanas a ter que acordar cedo para mais uma viagem pelo norte, conhecendo novos lugares e novas gentes, partilhando experiências pessoais e artisticas, o Teatro Oficina Fonseca Moreira termina a sua digressão.
No passado dia 04 de Novembro, a peça de Nélson Rodrigues, "Mulher sem Pecado", pisou ao palco pela ultima vez no 12º encontro de Teatro "AMASPORTO".
Ficamos aqui com um retalho da peça que trouxe ao público diferentes emoções, reações, criticas...
Olgário, é um homem com um temperamento psicológico sequioso de absoluto, incapaz de aceitar um compromisso menor com a realidade. Daí ele não se conformar de Lídia não lhe pertença. E quem moraliza o pensamento e o sonho, se eles são livres? Se Olgário pode vibrar com uma bela mulher, porque é que Lidia não vibraria com um belo homem? Num esforço para aceitar a fraqueza humana, ele acha que a fidelidade devia ser uma virtude facultaviva...
Olgário emite paradoxos que se tornarão a marca registada ao longo da peça...Durante 7 meses escondeu uma falsa paralisia para que aasim fosse mais fácil enganhar Lidia para adquirira sua atenção... Falhada simulação! Ao descobrir que Lidia traía Olgário não resiste acabando por morrer...

quinta-feira, novembro 02, 2006

Grandes nomes da música de um povo

«Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941) é uma famosa cantora cabo-verdiana, apelidada de a rainha da morna. Também conhecida como "a diva dos pés descalços", por causa de sua tendência a apresentar-se nos palcos com os pés descalços, em solidariedade aos sem-teto e às mulheres e crianças pobres de seu país.
À morna, um gênero musical profundo em sentimentos e descendente do fado português cantado em crioulo cabo-verdiano, ela mistura toques sentimentais com sons acústicos de violão, cavaquinho, violino, acordeão e clarineta. O blues cabo-verdiano de Cesária Évora em geral fala da longa e amarga história de isolamento do país e de comércio de escravos, assim como da emigração - o número de cabo-verdianos morando no exterior é maior do que a população total do país.
A voz afinada de Cesária Évora, acompanhada de instrumentos que dão um toque de melancolia, ressalta o emocional em sua música. Mesmo platéias que não entendem sua língua conseguem perceber emoção em suas apresentações.»

Quem mostra' boEss caminho longe?
Quem mostra' boEss caminho longe?
Ess caminhoPa São Tomé
Sodade sodadeSodade
Dess nha terra Sao Nicolau
Si bô 'screvê' me'M ta 'screvê beSi bô 'squecê me'M ta 'squecê be
Até diaQui bô voltà
Sodade sodadeSodade
Dess nha terra Sao Nicolau
  • sodade de nha terra kin ca conxi...África

quarta-feira, outubro 25, 2006


Retalhos de mim

Traços feitos em papel, reflexos de mim...