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sexta-feira, abril 18, 2008

velho teatro


Hoje, senti uma enorme saudade dos tempos passados no velho Teatro Fonseca Moreira... lembro-me da primeira vez que fui lá, "mendigar" um lugar na companhia,estava com um formigueiro nas mãos com medo da resposta... mas fui aceite no mesmo momento... fui aprendiz, caracterizadora, sonoplasta, e um ano depois subi ao palco...foram tantas as horas passadas ao frio, nas noites gélidas de Inverno, onde os pés chegavam a congelar, mas o calor do palco aquecia a alma... Saudades do velho Mestre, Fernando Maia, Senhor do Teatro, sabio, que me transmitiu valores que vão estar sempre presentes na minha vida de actriz... saudades do "Olgário",do caloiro Marinho, da veterana Ana Catarina, e da "Mãe Eferma", dona Leonor...

foram tantos os momentos e todos gratificantes...

Saudades...

domingo, março 30, 2008

Simplicidade infantil



É gratificante quando me dispo de mim, dos longos cabelos e trajes largos e visto mil e uma cores... Fazer animação é descobrir um reino onde habita a magia, o poder da imaginação infantil, a alegria, a pureza... De sorriso rasgado e nariz vermelho devolvo por alguns minutos o sorriso puro a Seres de palmo e meio... Seres estes que actualmente são obrigados a crescer rodeados de violência, de crises, de trágedias e acabam por perder a simplicidade infantil... A brincar podem ser trasmitidos valores que são fundamentais para que a geração futura cresça saudável... É esse o meu objectivo, educar brincando...
One Love

sábado, março 29, 2008

Teatro do Oprimido



Diariamente somos postos frente-a-frente com problemas que nos vão surgindo, utilizamos linguagem verbal e física, utilizamos as mesmas expressões que os actores usam no palco: as vozes, os corpos, os movimentos, as emoções.
Augusto Boal é conhecido em todo o mundo como um actor e director de um teatro radical. Daqueles que vai ao fundo das coisas, que faz experiências, que não tem medo de transformar o estabelecido.
E é conhecido também, principalmente, por ser o criador do chamado Teatro do Oprimido. Surgiu em São Paulo, Brasil, no início dos anos 70. O Teatro do Oprimido é um teatro sem dogmas e realizado por meio de um conjunto de exercícios que ensinam o ser humano a utilizar uma ferramenta que ele já possui e não sabe. Este género teatral oferece aos cidadãos os meios estéticos de analisarem o seu passado, no contexto do presente, para que possam inventar o seu futuro, invés de esperar por ele; ajuda os seres humanos a recuperarem uma linguagem artística que já possuem, e a aprender a viver em sociedade através do jogo teatral, tendo como objectivo activar os cidadãos na tarefa humanística expressa pelo seu próprio nome: teatro do e para o oprimido...No fundo, a poética do Oprimido investe no combate à dupla opressão (individual ou colectiva) exercida no teatro e na sociedade.

Saudações Teatrais,

Marta

quinta-feira, março 27, 2008

Dia Mundial do Teatro


Quando e porquê surgiu o Dia Mundial do Teatro?


Foi em Helsínquia e depois em Viena, durante o 9º Congresso Mundial do Instituto Internacional, em 1961, que o então Presidente Arvi Kivimaa propôs que fosse criado o Dia Mundial do Teatro. Assim, desde 1962, todos os dias 27 de Março (data de abertura da estação teatral do "Teatro das Nações", em Paris), o Dia Mundial do Teatro tem sido celebrado pelos quase 100 Centros Nacionais daquele Instituto de todo o mundo e por outros membros da comunidade teatral mundial. Todos os anos, uma personalidade do mundo do teatro ou das artes (o primeiro foi Jean Cocteau, em 1962) é convidada a partilhar as suas reflexões sobre o tema teatro, através duma mensagem traduzida em mais de vinte línguas e lida perante milhares de espectadores antes do espectáculo da noite nos teatros do mundo inteiro.


O Teatro é o espelho da alma do Mundo!


Viva o Teatro!





segunda-feira, maio 14, 2007

Estreia da peça "A enferma" encheu o auditório da biblioteca municipal


"O Grupo de Teatro Oficina Fonseca Moreira apresentou esta noite, no auditório da biblioteca municipal, a peça “A Enferma”, na qual participaram os actores Marta Correia, Leonor Costa, Pedro Silva e Fernando Maia. O auditório da BM encheu para assistir a um espectáculo com cerca de uma hora de duração, em que sobressaiu a qualidade do texto e a notável representação de Fernando Maia, que também foi responsável pela encenação, muito bem secundado pelos demais actores, todos felgueirenses.A peça “ A Enferma”, de Diniz de Cayolla Ribeiro, foi uma estreia em Portugal. Trata-se de um texto actual, com uma mensagem muito forte, evidenciando a humanização e a acção social, face ao desespero e às contradições que surgem com uma mulher que anseia pela morte...Além do dia da estreia hoje concretizada, “A Enferma” pode ainda ser vista nos dias 25 de Maio e 2 de Junho às 21h45 também no auditório da Biblioteca Municipal.Esta foi a 15 peça produzida pelo Grupo de Teatro Oficina Fonseca Moreira."
Armindo Mendes
- in jornal Expresso de Felgueiras



segunda-feira, abril 30, 2007

A "Enferma" sobe ao palco...


Após 4 meses de ensaios, o grupo oficina encerra mais uma étapa no velhinho e histórico Teatro Fonseca Moreira. Nas longas noites de inverno onde casacos eram a única fonte de acacimento, e os dedos dos pés gelavam de frio, lá fomos nós, ensaiando, para uma nova estreia: a 12 de Maio de 2007, a Enferma de Dinis Ribeiro sobe ao palco,infelizmente, desta vez não sobe no velho palco do T.F.M, devido à degradação das instalações. Estaremos na biblioteca Municipal durante 3 fins-de-semana para a apresentação de uma peça actual, criticando a sociedade, onde se cria instabilidade no espectador para que seja reflectido os vários problemas apresentados...

segunda-feira, outubro 09, 2006


Cortinas deste palco voltam-se a fechar
António José da Fonseca Moreira (1841-1938) nasceu em Sendim e dedicou-se à literatura teatral. Felgueiras deve-lhe o teatro de seu nome: Teatro Fonseca Moreira, inaugurado na segunda década do século XXI (1921), durante anos preencheu intensamente a vida cultural e social do Felgueirenses, mais tarde entrou em declínio e acabou por encerrar, mantendo-se fechado durante vários anos.Em 1997, a casa de espectáculos do concelho foi revitalizada e recuperada. Este marco da história cultural de Felgueiras volta a ser um espaço dinâmico, onde a arte e o espectáculo voltaram a estar mais perto da população, voltando a ser o pólo cultural que em tempos foi.Durante 9 anos este palco foi pisado por centenas de talentos anónimos para o grande publico, contando com já com o grupo de teatro (Teatro Oficina Fonseca Moreira). E todos eles que por lá passaram deixaram o seu grito de amor ao palco.Hoje, quase uma década depois as cortinas deste palco voltam-se a fechar, mas destas vez, para sempre.